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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estará o Sr. Silva das vacas senil, ou quer tomar-nos a todos por parvos ?

Segndo o Jornal de Negócios Online de 24 de Fevereiro de 2012

O Presidente da República assumiu hoje ter ficado "um pouco surpreendido" com os números do desemprego apresentados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística.

"Fiquei um pouco surpreendido", respondeu Cavaco Silva, citado pelo site do “Público”, quando confrontado com os números do desemprego, com a taxa a atingir um recorde e 14% no último trimestre de 2011. O Presidente da República realçou a preocupação com o desemprego jovem, que se situa em 35,4%. Questionado se acha que a emigração dos jovens é uma solução, Cavaco respondeu: "Espero bem que não."

Ora, face a esta "estupefacção" do PR, não poderemos deixar de fazer as seguintes considerações:

De tantos «tiros no pé», este PR vai certamente conseguir acabar o seu mandato com a pior opinião possível por parte dos Portugueses, dentre todos os PR desta recente democracia. 
Consegue estar nesta altura ao nível do salazarengo Almirante Américo Tomaz (O Urso Branco), que só inaugurava fontanários pelo País e mantinha no poder a matilha que «torpedeou» aquilo a que a História chamou de "primavera marcelista".
Enfim, parece que está senil...pois, para um doutorado por "York", os números que forem aparecendo quanto à conjuntura, nomeadamente os do desemprego, NUNCA poderão causar estranheza, dada a situação económico/financeira que os nossos recentes políticos, PASSADOS e PRESENTES, nos conseguiram criar! E aínda mais porque sabemos que as actuais percentagens são "por baixo", dado que as reais não são tidas em conta nas estatisticas.
Só quem nunca avaliou o "papel de embrulho" que os Centros de Emprego constituem é que não sabe que há muito que...um grande número de desempregados desistiu de aí se inscrever. E as percentagens só dizem respeito a inscrições oficiais, O QUE CONVÉM para a estatística, claro!
E, se calhar, também irá mostrar-se admirado pelo facto de a maioria dos nossos "empresários" estar mais interessado nos seus próprios lucros imediatos à custa de uma política passadista de «downsizing => desemprego» (como se mostrou no seu objectivo principal de embaratecer o despedimento) do que em investir, inovar e criar empregos...o que até demoraria muito tempo mesmo que houvese essa intenção, que NÃO HÁ NA REALIDADE.
Por ventura, este Sr Silva, PR, também não se terá dado aínda conta de que o que está a manter a economia a funcionar são, não os 25% oficiais atribuidos à ECONOMIA PARALELA, mas sim os já quase 40% REAIS da mesma?
Mas tudo tem um limite e ele, como todos sabemos, já foi ultrapassado há muito...
Por isso, talvez fosse de lhe recordar e ao seu "miudo" Passos Coelho, aqulele velho ditado português,

«Quem semeia ventos...colhe tempestades».

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Resposta às perguntas...de João Duque a propósito do que fazer com a RTP

Como foi noticiado por todos os meios de comunicação social, João Duque - Presidente do ISEG foi encarregue por Passos Coelho de coordenar uma comissão que elaborasse um estudo sobre a RTP no sentido da sua prevista reorganização e privatização.

Esse estudo, no entanto, parece ter sido "ignorado" pelo próprio Passos Coelho dada a enorme influência que Miguel Relvas (o das negociatas lá pelo Brasil...) tem sobre ele e face à sua pré-concebida ideia de privatizar a RTP 2 em vez de a extinguir simplesmente.

De qualquer modo é deveras elucidativa a visão do «nóvel laranja» João Duque sobre o que este entende sobre o que deveria ser a nova RTP, nomeadamente no que se refere à Informação.

Ora leiam lá o seguinte artigo que publicou no Semanário Expresso e vejam se as respostas óbvias não deverão ser mesmo as que a seguir lhe damos.

Respostas:

Caro João Duque
Depois de termos lido o seu artigo que acima se reproduz, não podemos deixar de lhe responder às questões que falaciosamente colocou.
Assim, e falando do "feliz" casal Smith de Manchester, gostaríamos de lhe dizer que o conhecemos e que o mesmo se desloca todos os anos a Portugal, nomeadamente ao Algarve, onde fica sempre deliciado com o Sol que rareia no seu País. Mas, acima de tudo, aquilo que mais os atrai são os baratissimos preços que conseguem obter por uma semana inteira no Algarve com tudo pago - avião, transportes, hotel de 5 estrelas, boa comida, etc., tudo pago em Inglaterra antecipadamente e por um preço inferior a mais de 50% daquele que qualquer português consegue cá pelo burgo.
Claro que já cá vêm há um ror de anos, bem como todos os seus amigos, e quando fazem zapping nas suas TV´s nem param em nada que esteja numa lingua que não conheçam...como aliás é típico dos Ingleses e dos Norte Americanos. O cenário 2 desta primeira questão torna-se portanto irrelevante, mas como o meu caro amigo diz que as pessoas estão a "clamar" penso que se refira à indignação de quem esteja nessa sua imaginada praia pelo estado em que se encontra e não esteja a sugerir que se trata de uma "manifestação orquestrada pela CGTP", não?
Quanto à segunda questão, a que se refere ao ilustre membro de um governo que se auto-perpetua no poder sem eleições verdadeiramente livres e seguindo o exemplo do seu Chefe Supremo, o meu caro amigo poderia pelo menos ter tido o bom senso de escolher um exemplo de um outro País sobre o qual os portugueses não soubessem o que aí se passa. Aínda por cima quando foi recentemente publicitada a violenta repressão policial que foi exercida sobre uma dúzia de jovens manifestantes a favor de eleições livres, tendo alguns sido bàrbaramente espancados em público por indivíduos à paisana (seria a DISA, ou o meu amigo não sabe de que se trata?).
Claro que, na sua questão, também não fala sobre a recente alteração efectuada na Constituição Angolana e que passou a prever que o 1º elemento da lista do partido vencedor seja desde logo nomeado Presidente da República, tudo isto para que o MPLA se perpetue sem qualquer sobressalto.
Mas, mesmo que nada do que se referiu fosse verdade, só com muita ingenuidade e falta de calo político é que o meu amigo pode imaginar que o tal ministro dos negócios estrangeiros fosse fazer zapping para uma TV portuguesa, uma vez que lá estarão certamente todas aquelas dos Países que «subornados» pelo petróleo vêm sustentando o regime angolano - EUA, França, Russia, China, etc. E o meu amigo acha certamente que a CNN iria ser ultrapassada em zappings pela sua ZBD !
Ora, João Duque, sei que tem qualidades académicas bem mais apreciadas pelos portugueses do que esta sua recente veia política. Deixe lá para os "Migueis Relvas" estas coisas das politiquices, pois deles não temos nada a esperar.
Mas de si, caramba! Tenha juizo e volte lá para o ISEG pois para fazer figura de parvo já cá temos o Álvarito Canadiano, ok ?
Além disso, essa de só transmitir notícias felizes tem direitos de autor e o mesmo não nos parece recomendável, pois se trata do "Grande Lider" Kim Jong Il, o qual herdou a paranóia do seu pai...ex-lider da Coreia do Norte.
Ou pensa transformar o que sobrar da RTP no "Ministério da Propaganda" nazi chefiado por Goebbels ?

domingo, 13 de novembro de 2011

Novos Filmes a Estrear das Produções HUMORDATRETA


Preços dos lugares para Pensionistas e Funcionários Públicos: 2 SF+SN+IVA...upaupa -> 2º Balcão
Preços para Outros Espectadores Contribuintes: IVA...upaupa - > 1º Balcão
Preços para a Economia Paralela, Banca e Paraísos Fiscais: Grátis - > Plateia com lugares reservados 

domingo, 16 de outubro de 2011

Vejam lá o que dizia o actual Ministro da Economia em Email´s de 26 de Março de 2011

Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá.


Recebido V/Email circulado a 26 de Março de 2011 pelo próprio (ou pelo PSD ?)

"Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:

ORGANISMOS - DESPESA (em milhões de €)

Cinemateca Portuguesa - 3,9
Instituto Português de Acreditação - 4,0
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos - 6,4
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo - 7,2
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias - 7,4
Instituto Português de Qualidade - 7,7
Administração da Região Hidrográfica do Norte - 8,6
Administração da Região Hidrográfica do Centro - 9,4
Instituto Hidrográfico - 10,1
Instituto do Vinho do Douro - 10,3
Instituto da Vinha e do Vinho - 11,5
Instituto Nacional da Administração - 11,5
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural - 12,3
Instituto da Construção e do Imobiliário - 12,4
Instituto da Propriedade Industrial - 14,0
Instituto de Cinema e Audiovisual - 16,0
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional - 18,4
Administração da Região Hidrográfica do Algarve - 18,9
Fundo para as Relações Internacionais - 21,0
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico - 21,9
Instituto dos Museus - 22,7
Administração da Região Hidrográfica do Tejo - 23,4
Instituto de Medicina Legal - 27,5
Instituto de Conservação da Natureza - 28,2
Laboratório Nacional de Energia e Geologia - 28,4
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu - 28,6
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público - 32,2
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos - 32,2
Instituto de Informática - 33,1
Instituto Nacional de Aviação Civil - 44,4
Instituto Camões - 45,7
Agência para a Modernização Administrativa - 49,4
Instituto Nacional de Recursos Biológicos - 50,7
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos - 65,5
Instituto de Desporto de Portugal - 79,6
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres - 89,7
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana - 328,5
Instituto do Turismo de Portugal - 340,6
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação - 589,6
Instituto de Gestão Financeira - 804,9
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas - 920,6
Instituto de Emprego e Formação Profissional - 1.119,9

TOTAL.........................5.018,4

- Se se reduzissem em 20% as despesas com estes - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.

- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.

- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

DIVULGUE"
__________
 
Agora comparem-se as conclusões propagandeadas com a realidade da governação actual e tirem-se as conclusões devidas.
Por outro lado, seria interessante saber por quem e quando foram criadas todas estas Instituições e a que Partidos Políticos pertencem os vários «boys» que aí se instalaram...

domingo, 9 de outubro de 2011

Enquanto o eixo germano-francês se move lentamente, a banca portuguesa entra em profundo nervosismo quer quanto aos valores de recapitalização anunciados em surdina, quer quanto ao recente downgrading da Moody´s


Segundo o Jornal de Negócios Online - 9/10/2010

Após a cimeira Berlim-Paris, Sarkozy e Merkel mostram entendimento sobre a necessidade de avançar com um plano para recapitalizar os bancos europeus.

 
Os líderes europeus vão fazer “tudo o que for necessário” para assegurar que os bancos europeus têm níveis de capital adequados. A garantia foi dada pela chanceler alemã e pelo Presidente francês, após mais um encontro entre os dois líderes, tendo Sarkosy prometido ter esse plano delineado até à próxima reunião dos G20 a 3 de Novembro.

Aínda segundo o Jornal de Negócios Online, Merkel teria afirmado que "estavam determinados a fazer tudo o que for necessário para assegurar a recapitalização dos nossos bancos".

Entretanto, o nervosismo começa a instalar-se na nossa Banca tanto quanto à lentidão da tomada de decisões por parte da UE no que se refere à necessidade de uma posição de defesa conjunta do Euro e face ao recente «downgrading» infligido pela agência Moody´s a todos os bancos portugueses, com excepção do Santander-Totta que foi considerado como uma filial do Banco Santander e que, como se sabe, é um dos maiores bancos espanhóis.

Para além disso, tanto o valor mencionado «em surdina» durante o encontro entre Merkel e Sarkosy quanto ao objectivo de capitalização da banca e que seria da ordem dos 400 milhões de euros a título individual, bem como a pouca clareza das afirmações dos intervenientes, não permitem uma confiança na ultrapassagem dos problemas actuais.

Repare-se que afirmar a sua "determinação em fazer tudo o que for necessário para assegurar a recapitalização dos nossos bancos" nada garante que não passe por uma imposição de entrada de capitais na banca que permitam um qualquer limite mínimo do valor a estipular.

Fica, assim, a nossa Banca na necessidade de captar esses capitais entre investidores nacionais ou estrangeiros, podendo neste último caso estar a desenhar-se uma profunda reestruturação do sector e/ou uma transferência do controle dos mesmos para fora do País. 

Salva-se a afirmação de que a Grécia não será conduzida a abandonar o Euro e o facto de se ter evitado o desaparecimento pura e simples do Banco Dexia.

Olha, afinal apareceu o ministro da economia...mas parece que estava a dormir e que acordou a meio de algum sonho sobre uma qualquer viagem que terá feito a um País civilizado e desenvolvido...

Álvaro Santos Pereira sublinhou a necessidade de "reforçar o empreendedorismo nacional", adiantando que o Governo "está a ultimar um programa voltado para a promoção do empreendedorismo e inovação nacional". 2011-10-08 22:29

Source: Jornal de Negocios

Published: 2011-10-08 22:29:00 GMT..

 
Este ministro dá-me vontade de rir.
 
Em primeiro lugar andou a fazer circular, em email´s vindos alegadamente do seu Canadá e durante quase um ano, listas dos organismos que podiam ser extintos em Portugal e de todas as economias que se poderiam fazer por cá.
 
Portugal que já não conhecia há muito e sobre cujas teias de interesses politicos, tecidos por todos mas especialmente pelo chamado "Bloco Central de Interesses" - (PS/PSD/CDS-PP), lhe eram certamente alheias. Talvez um desses email´s tenha ido parar à caixa de correio electrónico de Passos Coelho e lá ganhou este um possível «ministro». Até porque sempre dá jeito ter alguém com formação no estrangeiro...pelo status de competência inerente aos diplomas lá de fora!
 
Agora que a banca está a sentir-se cada vez mais apertada com as imposições de solidez exigidas pelos ditos "mercados" (leia-se meras agências de rating), e que implicarão a sua urgente capitalização, vem tentar vender-nos a ideia de que cada português (empregado, candidato a ou desempregado...) pode e deve ser um empreendedor e aínda por cima um «inovador»!!!
 
Será que vamos a tempo de, até ao fim deste ano e em 2012, transformar a população activa portuguesa em emprendedora? E será que ela tem meios disponíveis para investir na criação das suas próprias empresas, ou estará o Governo disposto a fornecer o «capital de risco» necessário e que a própria banca pouco ou nunca colocou à disposição dos ditos "inovadores"? Ou o ministro está a esquecer-se de que quase 90% dos trabalhadores por conta própria não passam de pessoas sem a qualificação de que necessitamos e que, em condições normais seriam assalariadas mas que o próprio fisco acabou por transformar em pseudo-profissionais liberais graças aos recibos verdes? Manicures, cabeleireiras, vendedores sem vínculo às empresas e até mulheres a dias...!
 
Mas digam-me lá, este ministro alguma vez veio a Portugal nos últimos 20 anos nem que fosse para umas férias lá na santa terrinha dos seus avós?

sábado, 1 de outubro de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A realidade sobre a TAP que não é dita aos portugueses pelos média



É esta a Companhia Aérea Portuguesa
que o «Estado a que isto tudo chegou»
quer vender ao desbarato por imposição
das agências de notação financeira, sob
os auspícios da "troika" FMI/BCE/CE




A TAP E O ESTADO PORTUGUÊS

Nesta altura em que se especula sobre tudo, onde aqui e ali vêm ao de cima algumas verdades, e onde alguma comunicação social teima em muitos casos na mentira ou na ligeireza da informação, para bem da verdade e porque se trata de uma das empresas portuguesas com mais prestigio nacional e internacional e curiosamente uma das maiores exportadoras, será necessário realçar o seguinte:

O Jornal das Comunidades nº C93/12 publicou em 30/03/1994 a Comunicação da Comissão "relativa à recapitalização programada para a TAP" onde se dava a conhecer que, a partir desse momento, o seu único accionista ficava impedido de conceder qualquer ajuda à transportadora nacional, que vive desde então exclusivamente dos fluxos financeiros que tem sido capaz de gerar para fazer face aos compromissos com os seus clientes, com os fornecedores, com os seus trabalhadores e, naturalmente, com o Estado português.

Mesmo as chamadas "indemnizações compensatórias", aplicadas no âmbito do serviço público às Regiões Autónomas, passaram a ser ajudas aos residentes naquelas zonas do País e não às companhias que operam para os Açores (a Madeira deixou de estar abrangida após ter sido efectuada a liberalização do espaço aéreo para a região).

E, no entanto, quase todos os dias vemos, ouvimos e lemos opiniões na comunicação social que se referem à TAP como se ela fosse um fardo para o "erário público". E não o é, pelo contrário. A TAP, pelo facto de o seu capital ser 100% público, até está em condições de desvantagem face às suas concorrentes, cujos accionistas não sofrem qualquer inibição em tomar as medidas de ordem financeira que entenderem.

A realidade dos números não oferece dúvidas: a TAP não recebe nada do Estado há 13 anos e aínda gera todos os anos uma apreciável receita líquida para os cofres públicos.

Só em 2009 foram 198.734.297,50 euros, relativos a impostos e contribuições para a Segurança Social.

É verdade que uma mentira muitas vezes repetida acaba por se transformar em alegada verdade para quem ignore a situação ou se esteja «nas tintas» para a mesma. Mas, neste caso, trata-se de uma verdade que, mesmo que tenha sido já muito repetida, continua a ser escondida dos contribuintes e que é imperioso dar a conhecer.

Para além do mais, e por uma questão de ética e moralidade, há que recordar alguns factos da história da TAP, aínda "Transportes Aéreos Portugueses" e depois "Air Portugal", que a maior parte dos portugueses de hoje desconhece ou faz por ignorar e que constituem até património histórico e cultural do País Europeu que pretendemos um dia vir a ser, uma vez que infelizmente actualmente nos incluem no grupo dos chamados PIG´s.

Assim, e pedindo-vos desculpa pela necessidade de ser algo exaustivo, gostaria de recordar o seguinte:
  • A TAP foi constituida em 14 de Março de 1945 por iniciativa estatal como empresa com a característica de "companhia de bandeira" portuguesa, passando a ser privada em 1953 e nacionalizada em 1975; 
  • Nesses tempos, e nos mesmos moldes, nasceram a maior parte das companhias aéreas europeias;
  • A partir de 1967 a TAP passou a ser a primeira companhia aérea europeia a operar exclusivamente com aviões a jacto.
  • Portugal, ao contrário dos outros países europeus, foi sempre um País exportador de carne humana, primeiro não qualificada e agora num misto do mesmo e de jovens qualificados em busca de melhor sorte do que aquela que os diversos governantes desde o fim da ditadura lhes têm proporcionado;
  • Neste momento estima-se que, em números redondos, a população residente no «rectângulo» e ilhas seja da ordem dos 10 milhões de almas e que estejam emigrados por todo o mundo cerca de outros 5 milhões. A enormidade desta constatação de que cerca de 1/3 da população total está emigrada é esquecida ou «faz-se de esquecida» pela grande maioria da população residente neste fim do mundo, muito pelo sentimento de inveja relativamente a quem singra lá fora de que já Luis de Camões acusava os compatriotas seus contemporâneos;
  • Após a revolução de 25 de Abril de 1974, e pelo facto de o País não dispôr de moeda estrangeira suficiente para garantir o equilíbrio da sua balança externa, a TAP foi utilizada para a captação de divisas a bel prazer dos governantes da altura;
  • Como esses governantes, em vez de negociações sérias que acautelassem os interesses quer do País quer dos portugueses aí nascidos e/ou emigrados, decidiram oferecer «de bandeja» a independência a todas as então chamadas "colónias", numa espécie de fuga cobarde que não dignifica quem se vangloria de «ter dado novos mundos ao mundo», lá foi a TAP convocada para evacuar cerca de 500.000 residentes nessas diversas partes do globo, sem qualquer contrapartida financeira. Os voos de ida e volta a Angola e Moçambique, por exemplo, chegavam a durar 24 horas e esse era o tempo de trabalho contínuo que as respectivas tripulações faziam. Para memória futura, que certamente à maior parte da população actual completamente embrutecida e amorfa nada interessará, é preciso dizer-se que os aviões descolavam desses locais em condições que hoje em dia seriam de todo proibidas ou seja, com passageiros dentro das casas de banho, sentados ou deitados nos corredores dos aviões, etc.;
  • Por outro lado, nenhum dos ditos governantes se preocupou pelo facto de nesses vários locais agora independentes ter ficado imenso património da TAP, quer financeiro quer imobilizado, o que fez com que a Companhia fosse obrigada a transportar «ad eternum» um passivo enorme cujos resultados de exploração seriam sempre impossíveis de cobrir quer a curto, quer a longo prazo. Até porque, pelo meio, houve a primeira crise petrolífera que obrigou inclusivamente à venda dos 4 Boeing 747-200 que a Companhia possuia e eram a sua joia da coroa.
  • A título de exemplo para os actuais ignorantes, cada um desses aviões pagos a pronto na altura pelo (des)governo do «botas», custou um pouco menos de metade da Ponte dita então Salazar e agora 25 de Abril - 700.000 contos;
  • Vendido o ouro que o «botas» tinha acumulado no Banco de Portugal em vez de o investir no desenvolvimento do País (ao contrário do ditador da altura aqui ao lado), lá continuou a TAP a servir para a captação de divisas e para alimentar toda a espécie de «contabilidade criativa», como agora se diz e os desvarios das suas diversas Administrações politicas;
  • Ao mesmo tempo, os mesmos ignorantes,  embrutecidos e amorfos, que se não coincidem com a totalidade da população são pelo menos os 41,93% de abstencionistas nas últimas eleições legislativas, dividiam-se alarvemente entre duas opiniões - Portugal não necessitava de maneira nenhuma de uma «companhia de bandeira» ou Portugal necessitava inquestionàvelmente de uma «companhia de bandeira» pois ela era o veículo cultural e unificador da nossa diáspora e a projecção do nosso País no mundo;
  • Presumo que, como é costume com os sempre habituais "fifty/fifty" portugueses, o povão aínda se encontre neste estágio civilizacional.
E É ESTA A COMPANHIA AÉREA QUE O ESTADO QUER VENDER POR 10 TOSTÕES DE MEL COADO, enquanto mantém a CP, a REFER, os METROS DE SUPERFÍCIE DO PORTO e de ALMADA, bem como os institutos públicos que para nada servem como a ANACOM, ERSE, AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA, etc.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Alguém consegue ver semelhanças com o futuro aumento do IVA ?


O
Estado
das
Finanças
do
Reino
e o
Aumento
de
Impostos

Diálogo entre  Jean-Baptiste Colbert e o Cardeal Mazarino


Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de Agosto de 1619 - Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luis XIV.
Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino e conhecido como Cardeal Mazarino, (Pescina, 14 de Julho de 1602 - 9 de Março de 1661) foi um completo estadista italiano radicado em França que serviu como primeiro-ministro de França de 1642 até à sua morte. Mazarino sucedeu ao seu mentor, o Cardeal Richelieu.

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter, se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros!

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E, então, os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!... Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

domingo, 26 de junho de 2011

Morte e ressurreição Keynes - explicação clara como a água de Julián Pavón

Caro(a)s amigo(a)s

Como sabem perfeitamente, a nossa vida «económica» e dos nossos antepassados dos últimos dois séculos e meio tem-se dividido entre uma guerra terrível entre a teoria do liberalismo económico puro da famosa "mão invisível" de Adam Smith (1760), pela qual o mercado funcionaria maravilhosamente e em perfeito equilíbrio sem a intervenção exterior de qualquer agente corrector, e a teoria de Keynes (1930) que admite correcções por parte de agentes exteriores ao mercado puro - tal como o Estado, de modo a corrigir algumas distorções do funcionamento desenfreado da dita «iniciativa pessoal - self interest» em que se baseia o liberalismo económico puro, nascido já no sec. XVI na sequência do mercantilismo.

A este propósito, e numa demonstração notável de simplicidade e capacidade pedagógica no ensino da teoria de Keynes, dos seus fundamentos, virtudes e defeitos, recomendo vivamente atavés do seguinte link uma exposição do professor catedrático espanhol Julián Pavón Morote, Director da Universidade Politécnica de Madrid - CEPADE-IEN sobre a Teoria de Keynes.

Deliciem-se então com esta maravilhosa "aula"

http://www.youtube.com/watch?v=mk6vgZGdar8&feature=channel

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A crise do subprime em duas versões...



ou, como só os brasileiros conseguem fazer...
Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender...e é assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !
Viu... é muito simples...!!!